Mulemba - n.2 - UFRJ - Rio de Janeiro / Brasil / junho / 2010

Fátima Langa

Eu, Fátima José Correia Langa, sou membro do partido FRELIMO.

Milito na FRELIMO desde 1974, quando a sede nacional era na Av. de Angola, onde trabalhei, no sector da mobilização, na formação dos grupos dinamizadores.

Em 1978, casei-me com Fabião Sebastião Victor Malapende ( já falecido), combatente da luta de libertação nacional, de quem tenho dois únicos filhos: José Eduardo Malapende e Vitendo Victor Malapende.

A vida orientou-me a ser uma militante passiva. Entreguei-me, portanto, às actividades sempre que me foi exigido.

Trabalho atualmente na Camionagem de Moçambique, onde sou directora.Tenho colaborado no Bairro de Nsalene, onde está sediada a Camionagem, e também colaboro no próprio Distrito Urbano nº 5. Como a célula não tem instalações, a OJM tem realizado as suas actividades recreativas, assim como seus seminários, no meu espaço, o qual cedo como militante. Do mesmo modo, cedo tal espaço ao próprio secretariado, em várias reuniões, ou em circunstâncias particulares, quando a célula do Partido recebe visitas.

No Distrito Urbano nº 5, oriento dez crianças, órfãs de pai e mãe. Iniciei um trabalho com elas e pretendo dar continuidade a essas atividades.

Pertenço, também, à Associação Mulher Dinâmica, onde sou a Presidente. A DINÂMICA nasceu durante a campanha eleitoral de 2004, com objectivo de apoiar o partido FRELIMO, o que realizou com muito brio. Participei e fui também autora da mensagem do “Não à mudança dos Símbolos Nacionais”, publicada no Jornal Domingo.

Por iniciativa particular, tenho idealizado alguns eventos em favor da criança. Em 18 de Junho, mobilizei um evento em prol da criança (um dia diferente para a criança da Escola primária de Chizavane) que movimentou cerca de três mil pessoas. Com essa iniciativa, atingi o meu objectivo, pois cerca de duas mil crianças tiveram uma refeição diferente. A maior parte recebeu o seu primeiro brinquedo e material didáctico para cerca de seis meses, além de promessa de construção de salas de aula. Algumas das salas, aliás, já estão sendo construídas. Foi também possível, graças ao evento, transportar e colocar um depósito de cinco mil litros de água (canalizada), para as crianças que atravessavam a estrada Nacional N1 e que estavam sempre sujeitas a serem atropeladas, quando buscavam alguns litros de água para beber.

Possuo nível acadêmico médio e sou escritora, com uma obra já publicada: “Uma jibóia no congelador”.

Fátima José Correia Langa
Maputo, 28 de agosto 2006