Mulemba - n.6 - UFRJ - Rio de Janeiro / Brasil / junho / 2012

Artigo:

“ROSITA, ATÉ MORRER”, DE LUÍS BERNARDO HONWANA: APROXIMAÇÕES AO CONCEITO DE HIBRIDAÇÃO COMO ÁREA LITERARIAMENTE AUTÓNOMA

“ROSITA, ATÉ MORRER”, BY LUÍS BERNARDO HONWANA: APPROACHES TO THE CONCEPT OF HYBRIDITY AS AN AUTONOMOUS LITERARY AREA

Rebeca Hernández
Universidad de Salamanca

RESUMO:
Luís Bernardo Honwana define a linguagem utilizada na sua narrativa breve “Rosita, até morrer” como uma “área literariamente autónoma”. Este conto apresenta uma integração linguística derivada de uma conceptualização híbrida que pode ser considerada produto do processo de colonização e que representa a coexistência e as tensões entre as línguas e as culturas em contacto. Neste artigo estabelece-se uma relação entre a noção de “área literariamente autónoma” e os conceitos de terceiro espaço, proposto por Homi K. Bhabha, e de integração conceptual, definido por Fauconnier e Turner.

PALAVRAS-CHAVE: conto, Honwana, pós-colonialismo, terceiro espaço, integração conceptual

ABSTRACT:
Luís Bernardo Honwana defines the language employed in his short story “Rosita, até morrer” as “an autonomous literary area”. The story presents a linguistic integration derived from a hybrid conceptualization which may be considered the product of colonization and which represents the coexistence of tensions between the languages and cultures in contact. This paper establishes a relation between the author’s notion of “autonomous literary area” and the concepts of third space, developed by Homi K. Bhabha, and conceptual integration, described by Fauconnier and Turner.

KEYWORDS: short story, Honwana, postcolonialism, third space, conceptual integration.

         No seu ensaio “The Short Story. The Long and the Short of It”, Mary Louise Pratt afirma que a tradição da oralidade, no conto, é especialmente significativa naquelas culturas, cuja norma literária não é a escrita ou que sofreram um processo de colonização e a língua literária mais frequente é a língua do opressor. Através de formas como monólogos ou diálogos e através de uma representação da língua oral que rejeita a norma linguística opressora, o conto passa a ser a forma narrativa própria para a experimentação e para o desenvolvimento do discurso oral e das suas características intrínsecas. (PRATT, 1994, p.108)

        É neste conceito da narrativa breve como lugar para o ensaio de novas experiências linguísticas e culturais que é possível situar o conto “Rosita, até morrer”, do autor moçambicano Luís Bernardo Honwana, escrito na década de 1960, publicado na revista Vértice, de Coimbra, em 1971, e hoje incluído na antologia de Nelson Saúte, intitulada As mãos dos pretos, do ano 2000.

        A experiência linguística desenvolvida no conto “Rosita, até morrer” foi definida por Luís Bernardo Honwana, e em relação a outras tentativas deste género, como uma “exploração da área vocabular entre as duas línguas [português e ronga] que, pela mão e com a criatividade de certos autores, se estabelece em área literariamente autónoma” (LABAN, 1998, pp. 673-674).

         “Rosita, até morrer” foi escrito entre 1964 e 1967, período durante o qual o autor esteve preso pela PIDE; constitui uma experiência literária afastada, do ponto de vista estilístico, do único livro publicado por Luís Bernardo Honwana, Nós Matámos o Cão-Tinhoso, pois “Rosita, até morrer” é uma carta, de apenas duas páginas, ditada pela protagonista, Rosita, a alguém chamado Chico Mandlate e destinada a Manuel, um homem que a abandonou, quando estava grávida da sua filha, partindo para um núcleo urbano com outra mulher, de modo a tornar-se um assimilado. A carta representa, portanto, um monólogo dramatizado da personagem de Rosita, de marcado carácter oral. Está escrita, integralmente, numa variante pidginizada da língua portuguesa, na qual encontramos estruturas sintácticas, lexicais e rítmicas das línguas banta e a inclusão directa de vocábulos da língua ronga. Uma das principais funções da escolha da variante pidginizada da língua portuguesa é o facto de tornar a inferioridade, na qual se encontra a personagem Rosita, ainda mais patente e visível do que podem mostrar o próprio conteúdo da carta e o facto de ela a ditar por não saber escrever.

        É especialmente interessante o conceito de “área literariamente autónoma”, utilizado por Honwana, porquanto oferece uma descrição do fenómeno da hibridação linguística, na chamada literatura pós-colonial que entra directamente em relação, em primeiro lugar, com o recorrente conceito de “terceiro espaço” (third space), proposto por Homi K. Bhabha, no seu ensaio “The Commitment to Theory”, incluído em The location of culture, de 1994, e, em segundo lugar, com a categoria de blend, proposta pelos linguistas cognitivos, Fauconnier e Turner, em 1994.

        O “terceiro espaço", de Bhabha, faz, grosso modo, referência ao lugar da hibridação, onde surge, a partir de dois sistemas culturais díspares, um novo espaço, suficientemente afastado das culturas das quais provém, e capaz de adquirir uma entidade autónoma e de desenvolver a sua potencialidade produtiva e criativa com os seus recursos próprios. (BHABHA, 1994, p. 216)

        Bhabha advoga, em oposição às categorias dualísticas e redutoras como “mesmo/outro”, “primeiro mundo/terceiro mundo” ou “Oriente/Ocidente”, por um compromisso teórico que parta de uma concepção cultural situada na miscigenação, na hibridação. É, aqui, que se dá o surgimento do conceito de espaço intermédio ou terceiro espaço, emergente do interstício que deixa de lado o multiculturalismo e a diversidade de culturas para dar lugar à articulação da hibridação cultural (BHABHA, 1994, p. 38)

        Dentro do terceiro espaço encontra-se, por exemplo, a resistência às culturas europeias e também a coexistência destas culturas com as africanas. Assim, e num marco pós-colonial teórico e geral, é possível afirmar que, para desenvolver a resistência à imposição europeia, linguística, cultural e de outros tipos (cf. ASHCROFT, GRIFFITHS e TIFFIN, 1989), os autores pós-coloniais recorrem a estratégias, tais como a apropriação, a abrogação, a mimetização das línguas e discursos coloniais que consistem em utilizar e transformar as armas do discurso colonial na própria cultura do colonizado para resistir ao controle político ou cultural. Recorrem também a fenómenos como o code-switching, o code-mixing, a relexificação, a africanização e a nativização que consistem na inserção das línguas nacionais nos textos, através de diferentes estratégias: a inclusão de palavras soltas ou expressões, estruturas gramaticais, recursos pragmáticos, etc., para conseguir um discurso aparentemente escrito numa língua europeia, mas que, tendo em conta a estrutura, o ritmo e o léxico, pode ser considerado africano.

        O conto de Honwana “Rosita, até morrer” é linguística e culturalmente híbrido. Há aspectos sintáticos, fonéticos, léxicos e culturais moçambicanos que coexistem com o sistema linguístico português. É assim um texto que não está escrito numa variante normativa da língua portuguesa e que também não está escrito em ronga, que mistura elementos das duas línguas, das duas culturas e que, no entanto, não pertence completamente nem a uma, nem a outra, constituindo um terceiro espaço, em palavras de Bhabha, e uma “área literariamente autónoma”, em palavras de Honwana.

        É possível verificar como o discurso narrativo utilizado em "Rosíta, até morrer" põe em prática, de forma complexa, recursos de hibridação que, em Nós matámos o Cão-Tinhoso, constituíam apenas estratégias linguísticas concretas. Assim, ao longo do conto, há alterações sintáticas e fónicas na linguagem utilizada, e é frequente a falta de concordância de género, de número e de pessoa, como acontece nos exemplos que aparecem a seguir:

Sorita com Matilda com as outra manda os cumprimento também, elas está boa obrigado.(…)
Os homem é maluco.(…)
Chegou um dia eu acordou contente, vendeu um saca de mandoinha, comprou vestida bonita com taralatana com çapato incarnado com chepéu para tua filha! (…)
As vez eu pensa voce foste nos curandero ranjar remeido para eu gostar vocé.

(HONWANA, 2000, pp. 171-173)

         Encontra-se também influência da língua ronga na alteração de aspectos fónicos, relativos à nasalidade, às sibilantes ou ao timbre das vogais:

Eu não esquence mas eu já nem zanga nem nada (…)
Mulher çimilado quema os cabelo, veste çapato com vestida bonita
Não tem fiticero(…)
Depois você vai tembora quando não gosta ficar aqui fazer machamba

(HONWANA, 2000, pp. 171-173)

         E é também significativa a presença de léxico banto que, por vezes, remete para aspectos próprios da cultura moçambicana, como é o caso de “lobolo”, que faz referência à quantia de bens entregues à família da noiva por parte do noivo, ou a elementos da realidade moçambicana, como “machamba”, que aparece repetidas vezes no conto, ou também “machimbomba”, assim como os nomes da bebida “ucanhi” ou da dança “xingombela”:

Elas faz pôco, eu sabe é assim quando mulher tem disgraça, sai uma filha e homem não faz lobolo. (…)
Eu fez machamba grande de milho com fijão com mandoinha, com mapila
(…)
Beber ucanhi [...] dançar xingombela (…)
Quando vocé quer vir vocé escreve carta, da chófer de machimbomba

(HONWANA, 2000, pp. 171-173)

         Estas características linguísticas híbridas daquilo que Honwana deu em chamar “área literariamente autónoma” têm sido definidas como um “terceiro código” linguístico, em analogia com o terceiro espaço de Bhabha. Paul Bandia reconhece a especificidade deste terceiro código que surge do plurilinguismo e da interculturalidade próprios das sociedades pós-coloniais e incide na dificuldade de o confrontar, tendo em conta as perspectivas de análises linguísticas monolíngues. Para Bandia, “as literaturas africanas escritas em línguas europeias fogem de toda a análise sintática ou semântica própria da linguística normativa” (BANDIA, 2001, pp. 133-134).

        No seu estudo “Conceptual Projection and Middle Spaces”, Fauconnier e Turner afirmam que os espaços híbridos ou blended spaces surgem da fusão da estrutura conceptual procedente de dois espaços mentais – fonte e alvo –que é projectada no que eles próprios coincidem com Bhabha à hora de denominar “terceiro espaço” (1994, p. 12). Este espaço terceiro de Fauconnier e Turner é construído de tal forma que a informação contida nas duas estruturas parciais colocadas no ponto de partida, paralelas, neste caso, às categorias binárias e polarizadoras, criticadas por Bhabha por serem redutoras, confluem no espaço intermédio em que se desenvolve uma nova estrutura, à qual pertence e na qual se situa, no nosso caso, a obra pós-colonial. Esta nova estrutura híbrida e intersticial tem já a sua própria coerência interna e é capaz de produzir as suas próprias estruturas criativas diferenciadas. É neste espaço conceptual intermédio que são mescladas qualidades ou características dos dois espaços input; e é, a partir dessa miscigenação, que emergem as novas realidades e as inferências que comportam:

The “whole” that we find in the blend is thus both greater and smaller than the sum of the “parts”. Through projection of partial structures, and embedding into background frames, we get a truly novel structure, not compositionally derivable from the inputs. Therein lies the creative force of such blends. New actions […], new concepts […], new emotions and understandings […] emerge.

(FAUCONNIER e TURNER, 1994, p. 16)

         Segundo Fauconnier e Turner, é possível chegar a este espaço mental mesclado intermédio, porque o espaço fonte e o espaço alvo partilham um conteúdo essencial que faz com que sejam compatíveis: por exemplo, no caso da literatura pós-colonial, há uma estrutura básica comum que inclui aspectos, tais como a literatura como criação humana, o uso da linguagem, a expressão e a herança cultural, a imaginação, etc. Eles situam essa informação geral partilhada num espaço que denominam “genérico” e que faz parte dos mecanismos de integração conceptual (FAUCONNIER e TURNER, 1994, 2001). As operações cognitivas que têm lugar no terceiro espaço ou espaço híbrido conferem à obra pós-colonial a sua própria identidade, diferente da identidade que caracteriza as produções literárias e culturais africanas (no caso de Luís Bernardo Honwana, moçambicana) e ocidentais (portuguesa, mas também de correntes literárias americanas ou francesas (cf. LARANJEIRA, 1995 ou LABAN, 1998) das quais emerge. Contudo, a independência, adquirida por este terceiro espaço intermédio, não impede a permanência da relação entre as culturas em contacto e em tensão; desta forma, a riqueza obtida da fusão de línguas e de culturas é de uma imensa produtividade.

        Assim, os espaços de integração conceptual adquirem dinamismo e capacidade para se desenvolverem de múltiplas formas e isto faz com que estes espaços se tornem categorias complexas, independentes daqueles espaços, no nosso caso a literatura portuguesa (ocidental) e moçambicana (africana), dos quais surgem. Em consequência, o espaço que nasce da miscigenação cultural e conceptual é, em si mesmo, a base da criação da identidade, e constrói e acarreta, entre outros, os conceitos de resistência e de denúncia.

         A principal vantagem de introduzir o factor cognitivo na descrição sistemática de textos híbridos ou plurilinguísticos é precisamente a transversalidade e a universalidade da análise que pode ser aplicada a processos de carácter sociocultural, linguístico, de pensamento ou a fenómenos de carácter geral ou particular, abstractos ou concretos. A análise cognitiva mostra-se capaz de explicar a génese cultural e linguística dos textos híbridos de uma forma sistemática. Além disso, explica que os rasgos característicos da miscigenação linguística das obras híbridas são, de facto, componentes definitórios que conferem a sua identidade (cf. HERNÁNDEZ, 2007) e, como afirma Bhabha, não são manifestações subordinadas nem à cultura colonizadora, nem a cultura colonizada, e, sim, uma manifestação cultural com uma entidade real que surge das duas culturas primeiras. Pode-se mesmo dizer que os textos híbridos ou a literatura pós-colonial são uma categoria literária fruto de um espaço mental específico que é de natureza híbrida.

        Do ponto de vista literário, o conceito de “terceiro espaço”, de Bhabha, e o blended space ou terceiro espaço conceptual e linguístico, de Fauconnier e Turner, têm resultados muito apropriados à hora de definir e analisar as chamadas “literaturas pós-coloniais” (cf. HERNÁNDEZ, 2007). Por exemplo, no que se refere à narrativa breve moçambicana, à qual pertence o conto “Rosita, até morrer”, Maria Fernanda Afonso afirma que uma das principais funções da literatura pós-colonial é “a descolonização cultural e espiritual, originando interacções entre sistemas linguísticos, religiões bíblicas e crenças animísticas”; e continua Afonso: “o resultado destas operações é um espaço propício à dialogicidade heterogénea, um texto híbrido, uma língua híbrida, que reflecte a cosmogonia do homem pós-colonial” (AFONSO, 2004, p. 241). Neste contexto, é possível afirmar que “Rosita, até morrer” é uma criação literária que surge de um espaço de miscigenação que aparece representado no seu discurso. É um texto, portanto, cuja situação e cuja criação têm lugar num espaço híbrido e numa língua híbrida, em que estão contidas as principais armas de resistência ao colonialismo e de representação de uma sociedade plurilíngue através da literatura.

        Da mesma forma, e utilizando os termos do terceiro espaço cognitivo, de Fauconnier e Turner, é possível afirmar que o discurso de “Rosita, até morrer” é uma integração linguística derivada de uma conceptualização híbrida que pode ser considerada produto do processo de colonização e que representa a coexistência e as tensões entre as línguas e as culturas em contacto. Portanto, o exercício linguístico que Luís Bernardo Honwana desenvolve no seu conto acaba por configurar uma denúncia da situação colonial e da situação da mulher neste contexto colonial.

        Este espaço terceiro de Fauconnier e Turner estaria construído a partir das diferentes culturas em contacto e em tensão, que confluem no espaço intermédio, em que se desenvolve uma nova estrutura, à qual pertence e na qual se situa, neste caso, a narração de carácter cultural e linguisticamente híbrido. Assim, é possível considerar que a linguagem pidginizada, utilizada por Honwana no seu conto “Rosita, até morrer”, é um caso de blending linguístico, porquanto recorre a características da língua portuguesa e da língua ronga e realiza uma fusão entre elas, criando um terceiro espaço, que representa uma língua diferenciada de marcado carácter oral. Esta nova estrutura híbrida e intersticial que se encontra no texto tem já a sua própria coerência interna e é capaz de caracterizar as suas personagens e as relações de poder entre elas num determinado contexto colonial.

        O uso do português pidginizado é, no caso da literatura pós-colonial de língua portuguesa, uma forma metafórica de representar a integração e as tensões de dois mundos em contacto, com as suas línguas e as suas culturas, mostrando o hibridismo não só das personagens, mas também da sociedade pós-colonial e da identidade própria desta sociedade. As inferências próprias que este espaço mental híbrido gera através do discurso são utilizadas pelo autor para a estruturação daquele domínio que lhe interessa criar, assim como da realidade de que se quer aproximar. Em resumo, e para concluir, “Rosita, até morrer” é uma criação literária que surge de um espaço de miscigenação que aparece representado no seu discurso. É, portanto, um texto, cuja situação e cuja criação têm lugar num espaço híbrido e numa língua híbrida, nos quais podemos encontrar as principais armas de resistência ao colonialismo e de representação de uma sociedade plurilíngue através da literatura. É possível afirmar, assim, que a caracterização de Rosita, através desta língua pidginizada, faz com que a personagem perca parte da sua identidade, porque Rosita fica situada num plano inferior, por não estar a falar a sua língua materna e por não saber escrever. Desta forma, o uso do português pidginizado torna-se um instrumento de denúncia de grande eficácia e, além disto, consegue mostrar, através da língua, as relações de poder e de dominação entre as personagens.

REFERÊNCIAS:

AFONSO, Maria Fernanda. O conto moçambicano. escritas pós-coloniais. Lisboa: Caminho, 2004.

ASHCROFT, Bil; GRIFFITHS, Gareth e TIFFIN, Helen. The empire writes back: theory and practice in post-colonial literatures. London: Routledge, 1989.

____________________. The post-colonial studies reader. London: Routledge, 1995.

BANDIA, Paul. “Le concept bermanien de l’ ‘Etranger’ dans le prisme de la traduction postcoloniale”. TTR, v. 14, n. 2, 2001, pp. 123-139.

BHABHA, Homi K. The location of culture. London: Routledge, 1994.

FAUCONNIER, Gilles e TURNER, Mark. “Conceptual Projection and Middle Spaces”, Department of Cognitive Science Technical Report 9401. UCSD, 1994 .

__________________________________. "Conceptual Integration Networks". 2001.

HERNÁNDEZ, Rebeca. Traducción y postcolonialismo: procesos culturales y lingüísticos en la narrativa postcolonial en lengua portuguesa. Granada: Comares, 2007.

HONWANA, Luís Bernardo. “Rosita, até morrer”. 1971. In: SAÚTE, Nelson. As mãos dos pretos. Antologia do conto moçambicano. Lisboa: Dom Quixote, 2001, pp. 171-173.

LABAN, Michel. Moçambique. Encontro com escritores. Porto: Fundação Eng. António de Almeida, 1998. v. 2.

LARANJEIRA, Pires. Literaturas africanas de expressão portuguesa. Lisboa: Universidade Aberta, 1995.

PRATT, Mary Louise. “The Short Story. The Long and the Short of It.” In: MAY, Charles E. The new short story theories. Athens: Ohio University Press, 1994.

O texto foi recebido em 30 de abril de 2012 e aprovado em 24 de maio de 2012.